Tempo
O melhor dos remédios. O tempo que cura, o tempo que ameniza, o tempo que ensina, o tempo que explica.
Há quem discorde. A pior das agonias. Pra quem tem pressa, o tempo é agonia, o tempo rasteja, o tempo é sinônimo de dor prolongada.
Como definição, o tempo é a duração dos fatos, a maneira como contabilizamos um espaço entre um acontecimento e o outro.
Para os Filósofos o tempo é motivo de grande discussão.
Em um de seus livros, o Filósofo Alemão Kant dizia que o tempo nos permite compreender a experiência dos sentidos.
Já Platão concebe o tempo como uma aparência mutável e perecível de uma essência imutável e imperecível.
Para mim, eu diria que o tempo nos leva de um estado, seja físico, mental ou emocional, para outro. O tempo que nos traz a verdade, nos traz à superfície.
Não que eu seja um filósofo, muito longe disso. Mas o tempo me ensinou a viver, o tempo me ajudou a viver. O tempo me trouxe respostas até mesmo para perguntas que eu nunca teria feito.
As minhas dores só se curaram com o tempo, as minhas feridas só cicatrizaram com o tempo. Mas o tempo não foi capaz de tirar de mim as cicatrizes, as marcas carimbadas na minha pele e nos meus sentimentos, que o longo caminho percorrido pela vida fez questão de estampar.
Essas cicatrizes são sensíveis, essas marcas ainda podem doer. Talvez o tempo tenha a receita da cura, mas sem o tempero da proteção.
Comentários
Postar um comentário