Hoje, dentro minha rotina matutina, acordei, preparei o meu café, me deitei a rede, li algumas paginas de um livro, me arrumei e segui para a academia. Pequena, academia de bairro, logo que adentrei, me dirigi ao bebedouro, tomei um gole d'água e caminhei em direção aos aparelhos. Ao fundo do salão encontrei e cumprimentei o Seu Ramon, um sr de idade avançada, passos lentos e dificultosos, mas cheio de disposição.
Mas hoje, algo me chamou a atenção naquele senhorzinho de passos lentos. Seu Ramon estava muito parecido com meu bom e velho papai. Vestia uma camiseta branca da adidas, um boné azul, e carregava em seu rosto uma grande barba branca despenteada. Características e vestimentas das quais papai adorava usar, seja para lavar o quintal, ou para ir ao supermercado.
Quando me dei conta, estava observando aquele senhor, com os olhos cheios de lágrimas, que eu segurava firme para nao deixa-las escorrer em meu rosto. Por alguns instantes eu senti a presença do meu velho pai ali, bem do meu lado, dentro daquela academia.
Uma sensação estranha tomou conta de mim. Uma leveza no corpo, com um aperto no coração. Uma mistura de sentimentos que há tempos eu não sentia. Paralisei, apenas observando o Seu Ramon e admirando aquele homem, tão parecido com o meu maior ídolo da vida, que há quase 3 anos eu não vejo mais.
Quando 'acordei do transe', discretamente resolvi sacar o celular e tirar algumas fotos para guardar como lembrança. Lembrança do dia em que pude sentir meu bom velhinho do meu lado, novamente.
Comentários
Postar um comentário